Conforme orientado , é importante estudarmos o que foi colocado até aqui e fazermos as reflexões propostas.
Lembrando que as parábolas são os nortes deixados por Jesus para nossa evolução. De nada adianta conhecimento sem sabedoria , sendo assim para que possamos trilhar nosso caminho na espiritualidade , não basta o trabalho e dedicação ao outro, é necessário que façamos a nós exatamente o que aconselhamos ou desejamos do outro .
Deixamos junto ao material e as considerações do Randolfo , links para que acessem via youtube , as parábolas que foram trabalhada até hoje.
“Até
aqui foram propostas parábolas diversas, a saber, as (i) da pérola de grande
valor e (ii) do tesouro oculto, (iii) do grão de mostarda e (iv) do fermento,
(v) do fariseu e do publicano, (vi) dos primeiros lugares, (vii) do amigo
importuno e (viii) da casa edificada sobre a rocha e da casa erigida sobre a
areia. Ao invés de hoje trazer à consideração de todos mais uma parábola,
sugiro que se releiam as já expostas, percebendo-se o quanto por elas se buscou
delinear num encadeamento crescente. As parábolas são como peças de relógio.
Isoladamente, tem cada uma delas seu valor intrínseco, mas apenas se pode
descobrir a extensão, a profundidade, a utilidade e a sabedoria contidas em
cada qual quando lidas e refletidas em conjunto continuamente. Pois bem. Vão aqui
algumas considerações a par de outras que podem ser feitas por vocês mesmos.
https://www.youtube.com/watch?v=NYaGsHj0-Yw ( Parábola de grande valor)
https://www.youtube.com/watch?v=WDBWVkxLm8g ( Parábola do tesouro escondido)
https://www.youtube.com/watch?v=zbol26Hrh7o ( Parábola do grão de mostarda)
https://www.youtube.com/watch?v=o-I2IOcXos0 (Parábola do fariseu e do publicano)
https://www.youtube.com/watch?v=bRRc2HgQCDM ( Parábola dos primeiros lugares)
https://www.youtube.com/watch?v=wmW5vyQp0E4 ( Parábola do amigo inoportuno)
https://www.youtube.com/watch?v=KAMW4xk5d5I ( Parábola da casa edificada sobre uma rocha)
Vivemos
encarnados. Temos dúvidas e questionamentos, mas pouco nos dispomos a ir atrás
de respostas. E as parábolas da pérola de grande valor, do tesouro oculto, do
grão de mostarda e do fermento como que indicam onde ou como buscar respostas e
ainda mais, o que e como verdadeiramente questionar além de também indicarem
para que questionar, visto que a maioria das questões que suscitamos nem são
existenciais e então pouco dizem sobre nós, mas meramente sobre as
circunstâncias – passageiras, precárias, efêmeras – em que vivemos. Cuida-se,
então, dos efeitos, mas não das causas. Estas, incólumes como ficam por aquela
postura errônea, nos fazem continuamente vivenciar as mesmas circunstâncias da
vida, insatisfeitos, infelizes, ingratos e tomados de dúvidas e frustrações.
Vivemos, então, imersos em ilusões e circunstâncias que se repetem,
literalmente desperdiçando o tempo.
“Materializado
como está, o homem prefere sempre os bens aparentes e perecíveis, porque os
considera positivos; os bens reais e imperecíveis ele os julga abstratos. A
Parábola do Tesouro escondido é significativa e digna de meditação: o homem
terreno morre e fica sem seus bens; o homem espiritual permanece para a vida
eterna e o tesouro do Céu, que ele adquiriu é de sua posse permanente” “Quem se
disponha a assim proceder, sobrepondo os interesses da alma a quaisquer outros,
não deve temer que lhe venha a faltar o necessário à subsistência, porquanto
Jesus nos assevera, no seu Evangelho, que, ‘se buscarmos primeiramente o reino
de Deus e a sua justiça, todas as outras coisas nos serão dadas de acréscimo’”.
“O estudo e a pesquisa dilatam-lhe os horizontes de percepção; adquire uma fé
viva e inabalável, porque baseada no conhecimento; expande-se sua consciência
espiritual; o esforço e a boa vontade levam-na às mais esplêndidas realizações
no campo do Bem; e assim, num aperfeiçoamento diuturno, vem a constituir-se um
ponto de apoio a outras criaturas, que dela se acercam, sequiosas de ajuda e
refrigério para os seus males., como as aves buscam repouso na sombra amena e
acolhedora do arvoredo”.
Queremos.
Não conseguimos e, frustrados, revoltamo-nos sem nem nos questionarmos sobre o
porquê de não termos o que desejamos. A frustração sobrevém, mas não sabemos
lidar com ela. Nem mesmo buscamos saber se há mérito naquilo que queremos, se
irá faltar a alguém injustamente, se é moral e espiritualmente correto o que
desejamos e enfim se o que queremos mais nos beneficiará do que nos
prejudicará. Exigimos e cremos ter o direito de sermos prontamente atendidos,
porém nós mesmos pouco nos pomos à disposição de atender a quem nos busca e
quanto menos buscar a quem sabemos que precisará ser por nós atendidos. São
posturas que contraindicam o que se quis pelas parábolas do fariseu e do
publicano, do amigo importuno e dos primeiros lugares apontar como posturas
corretas. O orgulho, o egoísmo, a insensibilidade fazem-nos pensar como
merecedores não só do melhor, mas do primeiro lugar, mas não se pensa
minimamente sobre se temos conosco imperfeições e defeitos que nos colocam
longe de qualquer mérito e se o que buscamos apenas irá aprofundar estas
imperfeições e defeitos. E não apenas isto, porque, insatisfeitos, queremos
reconhecimento de valores que não temos e que refletindo as imperfeições das
pessoas que nos cercam, igualmente cegas, nos põem permanentemente uns aos
outros iludidos. Prendemo-nos, então, em um círculo vicioso
O
orgulho é um dragão devorador, que destrói todas as qualidades do Espírito;
enquanto a humildade, ao olhar de Deus, nos eleva à dignidade dos justos! Vale
mais ser publicano e miserável, do que fariseu coberto de ouro e de pedras
preciosas.” “Na verdade, é muito mais fácil vermos o defeito alheio, do que corrigirmos
os nossos próprios. No entanto, é importante que procuremos sempre ponderar
sobre os comentários desairosos que possamos fazer, pois, de um modo geral,
preocupamo-nos mais com defeitos insignificantes em nosso próximo, e não
aquilatamos sobre a montanha de erros que dormita dentro de nós mesmos.”
E
enfim, passado o tempo, vemo-nos a habitar casas erigidas sobre areia e não
casas construídas sobre rochas. Mas a rocha a ser buscada reclama trabalho
perseverante (parábola do servo trabalhador), vontade e querer, resiliência,
autoconhecimento, reconhecimento e superação de erros e consciência de que não
se pode viver em uma bolha de conforto, logo, em contínua fuga das adversidades
e na ilusão de falsas realizações, como se a vida fosse prazer e satisfação
contínuas, porque a verdadeira vida é um processo contínuo de autotransformação
a enriquecer-nos interiormente, pondo-nos então a salvo de nós mesmos nas
circunstancias várias por que temos de passar – e que nos fazem, ao invés de
desabar pela dificuldade própria delas, trabalhar para superá-las ou, não sendo
possível, ao menos com elas conviver na melhor condição pessoal - ao longo da
existência. A escolha é de cada um. Podemos ser o galho que flutua ao sabor das
águas ou o barco que as singra conforme objetivos por nós mesmos traçados. Bom
domingo a todos.”
Contribuição
:Randolfo

