quinta-feira, 29 de agosto de 2019

PARÁBOLA DA FIGUEIRA QUE SECOU





"Pela manhã, ao voltar Jesus à cidade, teve fome. E vendo uma figueira à beira do caminho, dela se aproximou, e não achou nela senão folhas; e disse-lhe: Nunca jamais nasça de ti frutos, no mesmo instante secou a figueira. E vendo isto, os seus discípulos maravilharam-se e perguntaram: Como é que repentinamente secou a figueira? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade vos digo que se tiverdes fé e não duvidardes, fareis não só o que foi feito a figueira, mas até se disserdes a este monte: Levanta-te e lança-te ao mar, isto será feito e tudo o que, com fé, pedirdes em vossos corações, haveis de receber". (Mateus, XXI, 18-22 - Lucas, XIII, 6-9)
Sobre ela, assim fizeram comentários Cairbar Schutel, Paulo Alves Godoy e Rodolfo Calligaris
1 - CAIRBAR SCHUTEL Magnífica parábola! Estupendo ensinamento! Quantas lições aprendemos nestes poucos versículos do Evangelho! Se encararmos a narrativa pelo lado científico, observaremos a morte de uma árvore em virtude de uma grande descarga de fluidos magnéticos, que imediatamente secaram a mesma. A Psicologia Moderna, com suas teorias edificantes e substanciosas, e com seus fatos positivos, mostra-nos o poder do magnetismo, que utiliza os fluidos do Universo para destruir, conservar e vivificar. A cura das moléstias abandonadas pela Ciência oficial é a mumificação de cadáveres pelo magnetismo, já se acham registrados nos anais da História, não deixando mais dúvida a esse respeito. No caso da figueira não se trata de uma conservação, mas ao contrário, de uma destruição, semelhante à destruição das células prejudiciais e causadoras de enfermidades, como na cura dos dez leprosos, e outras narradas pelos Evangelhos. A figueira não dava fruto porque sua organização celular era insuficiente ou deficiente, e Jesus, conhecendo esse mal, quis dar uma lição aos seus discípulos, não só para lhes ensinar a terem fé, mas também para lhes fazer ver que os homens e as instituições infrutíferas, como aquela árvore sofreriam as mesmas consequências. Pelo lado filosófico, realça da parábola a necessidade indispensável da prática das boas obras, não só pelas instituições, como pelos homens. Um indivíduo, por mais bem vestido e mais rico que seja, encaramujado no seu egoísmo, é semelhante a uma figueira, da qual, em nos aproximando, não vemos mais que folhas. Uma instituição, ou uma associação religiosa, onde se faça questão de estatuto, de cultos, de dogmas, de mistérios, de ritos, de exterioridades, mas que não pratique a caridade, não exerce a misericórdia; não dá comida aos famintos, roupa aos nus, agasalho e trato aos doentes; não promove a propaganda do amor ao próximo, da necessidade do erguimento da moral, do estabelecimento da verdadeira fé, esta instituição ou associação, embora tenha nome de religiosa, embora se diga a única religião fora da qual não há salvação (como acontece com o Catolicismo de Roma), não passa de uma "figueira enfolhada, mas, sem frutos". O que precisamos da árvore são os frutos. O que precisamos da religião são as boas obras. Os dogmas só servem pra obscurecer a inteligência; os sacramentos, para falsear os ensino do Cristo; as festas, passeatas, procissões, imagens, etc.. para consumir dinheiro em coisas vãs e iludir o povo com um culto que foi condenado pelos profetas dos tempos antigos, no Velho Testamento, e por Jesus Cristo, no Novo Testamento. A religião do Cristo não é a religião das ‘folhas’ mas sim, a dos frutos! A religião do Cristo não consiste nesse ritual usado pelas religiões humanas. A religião que o Cristo preconizou, não foi, portanto, a fé em dogmas católicos ou protestantes, mas, sim, a fé na vida eterna, a fé na existência de Deus, a fé, isto é, a convicção da necessidade da prática da caridade! Aquele que tiver essa fé, aquele que souber adquiri-la, tudo o que pedir em suas orações, sem dúvida receberá, porque limitará seus pedidos àquilo que lhe for de utilidade espiritual, assim como se tornará apto a secar figueiras, dessa figueiras que perambulam nas ruas seguidas de meia dúzia de bajuladores; dessa figueiras, como as religiões sem caridade, que iludem incautos com promessas ilusórias, e com afirmações temerosas sobre os destinos das almas. A figueira sem frutos é uma praga no reino vegetal, assim como os egoístas e avarentos são pragas na Humanidade, e as religiões humanas são pragas prejudicialíssimas à seara do Senhor. Não dão frutos; só contêm folhas. Estudada pelo lado científico, a parábola é um portento, porque, de fato, Jesus, com uma palavra, fez secar a figueira. Nenhum sábio da Terra é capaz de imitar o Mestre! Encarada pelo lado filosófico, a lição da figueira que secou é um aviso do que vai acontecer aos homens semelhantes à figueira sem frutos; e às religiões que igualmente só têm folhas! Nesta parábola aprende-se ainda que a esterilidade, parece, é mal inevitável! Em todas as manifestações da Natureza, aqui e ali, se vê a esterilidade como que desnaturando a criação ou transviando a obra de Deus! Nas plantas, nos animais, nos humanos, a esterilidade é a nota dissonante, que estorva a harmonia universal. Na Ciência, na Religião, na Filosofia, até na Arte a na Mecânica, o ferrete da esterilidade não deixa de gravar o seu sinal infamante! Acontece, porém, que chegado o tempo propício, a obra estéril desaparece para não ocupar inutilmente o campo de ação onde se implantou. A figueira estéril da parábola é a exemplificação de todas essas manifestações anômalas que se desdobram às nossas vistas. Para não sair do tema em que devemos permanecer e constitui o objeto deste livro, vamos comparar a figueira estéril com as ciências humanas e as religiões sacerdotais. À primeira vista, não parece ao leitor que a parábola se adapta perfeitamente a estas manifestações do pensamento absoluto e autoritário? Vemos uma árvore, reconhecemos nessa árvore uma figueira; está bem entroncada, bem enfolhada, bem adubada, vamos procurar figos e nem uma fruta encontramos! Vemos uma segunda "árvore", que deve ser a da vida reconhecemos nela uma religião que já permanece há muitos anos e vem sendo transmitida de geração a geração; procuramos nela verdades que iluminem, consolos que fortifiquem, ensinos que instruam, fatos que demonstrem, e nada disso achamos, a despeito da grande quantidade de adubo que lançam em redor dessa mesma "árvore". O que falta ao Catolicismo Romano para assim se encontrar desprovido de frutos? Falta-lhe porventura igrejas, fiéis, dinheiro, livros, sabedoria? Pois não tem eles seus sacerdotes no mundo todo, suas catedrais pomposas, seus templos? Não tem ele com o seuki papa a maior fortuna que há no mundo, completamente estéril, quando deveria converter esse tesouro, que os ladrões alcançam, naquele outro tesouro do Evangelho, inatingível aos ladravazes e aos vermes? Não tem ele milhões e milhões de adeptos que sustentam toda a sua hierarquia? Por que não pode a Igreja dar frutos demonstrativos do verdadeiro amor, que é imortal? Por que não pode demonstrar a imortalidade da alma, que é a melhor caridade que se pode praticar? E o que diremos dos seus ensinos arcaicos e irrisórios, semelhantes às folhas enferrujadas de uma figueira velha? Do seu dogma do Inferno eterno; do seu artigo de fé sobre a existência do diabo; dos seus sacramentos e mistérios tão caducos e absurdos, que chegam a fazer de Deus um ente inconcebível e duvidoso? E assim como é a religião, é a ciência de homens, desses mesmos homens que, embora completamente divergentes dos ensinos religiosos dos padres, por preconceito e por servilismo andam com eles de braços dados, como se cressem na "fé" pregada pelos sacerdotes! Essa ciência terrena que todos os dias afirma e todos os dias se desmente! Essa ciência que ontem negou o movimento da Terra e hoje o afirma; que preconizou a sangria para depois condená-la; que proclamou as virtudes do emético para anos depois execrá-lo como um deprimente; que hoje, de seringa em punho, transformou o homem num laboratório químico, para amanhã ou depois, condenar como desumano esse processo! E o que falta à Ciência para solucionar esse problema da morte, que lhe parece como fantasma funesto? Faltar-lhe-á "adubo"? Mas não estão aí tantos sábios? Não tem ela recursos disponíveis para investigação e experiência? Não lhe aparecem a todos os momentos fatos e mais fatos de ordem supra materiais, meta-materiais para serem estudados com método? Senhor! Está vencido o ano que concedestes pra que cavássemos em roda da ‘árvore’ e deitássemos adubo para alimentar e fortificar suas raízes! Ela não dá mesmo frutos e os adubos que temos gasto só tem servido para tornar a árvore cada vez mais frondosa e enfolhada, prejudicando assim o já pequeno espaço de terreno! Manda cortá-la e recomenda a teus servos que não só o façam, mas que também lhe arranquem as raízes! Ela ocupa terreno inutilmente. Em três dias faremos nasceu em seu lugar uma que preencha os seus fins, e tantos serão seus frutos que a multidão que nos rodeia não vencerá apanhá-los! A esterilidade é mal incurável, que se manifesta nas coisas físicas e metafísicas. Há pessoas que são estéreis em sentimentos afetivos, outras em atos de generosidade, outras o são para as coisas que afetam a inteligência. Por mais que se ensinem, por mais que se exaltem, por mais que se ilustrem, as mesmas permanecem como figueira da parábola: não há esterco, não há adubos, não há orvalho, não há água que se façam frutificar! Estas, só o fogo tem poder sobre elas!”

2 - PAULO ALVES GODOY Eis um dos numerosos ensinamentos de Jesus, que deixaria de ter sua razão de ser, se examinado à luz da unicidade da existência física. Como seria possível enquadrar a majestosidade da Parábola da Figueira Estéril, na estreiteza do dogma da existência única do Espírito na carne? Qualquer análise, mesmo superficial da parábola em tela, leva à conclusão de que o objetivo do Mestre, ao ensiná-la, foi de dar prova patente da multiplicidade das existências físicas do Espírito. Em Sua infinita misericórdia e amor, Deus propicia a todas as almas a possibilidade de se reencamarem sucessivamente, no propósito de assegurar-lhes a evolução através dos embates inerentes à vida corporal. Não foi outra a ideia do Cristo, quando asseverou a Nicodemos a imperiosidade do renascimento da água e do Espírito, equivalente à reencarnação do próprio Espírito no corpo material. Na parábola acima, o Nazareno ensinou que o Pai enseja a reencarnação, porém, exige a devida contraprestação representada na retribuição, através das boas obras: os frutos bons da ação desenvolvida no plano terreno. Ao Espírito não é dado permanecer, obstinadamente, na improdutividade ou na prática das más ações, sem que venha a sofrer o impacto da aplicação da lei eterna e imutável, que rege os destinos de todas as criaturas humanas, traduzido em expiação e resgate. A parábola em foco, interpretada em seu verdadeiro sentido, contém em suas entrelinhas uma ocorrência védica e comum de reencamação. Um Espírito obtém do Alto a graça da reencarnação neste ou em outro planeta, entretanto, decide-se a levar vida inútil e prejudicial a si e ao próximo. A morte física arrebata-o e a vida no além-túmulo dá-lhe a devida corrigenda, todavia, ao reintegrar-se novamente no convívio dos encarnados, continua o mesmo gênero de vida desregrada e improdutiva. O episódio da morte se repete com seu inenarrável cortejo de sofrimento no plano espiritual, porém, Deus misericordioso e bom dá-lhe outras oportunidades de reintegração no mundo corpóreo. Ainda, mais uma vez, não houve a esperada produtividade e evolução, e a lei torna a exigir o devido ajuste. O Mestre, na parábola representado pelo vinhateiro, roga ao Senhor dos Mundos para que nova oportunidade seja dada ao Espírito recalcitrante, cercada de outros carinhos e em outro ambiente (com a terra escavada e adubada), esperando, paciente, que, desta vez, surjam os esperados frutos. A atitude que vier a ser tomada pelo Espírito reencarnado é que irá resolver a situação. Se ele continuará a reencarnar (a ocupar o lugar na Terra), ou se cederá o lugar a outro e ser punido, por longo período, pelos sofrimentos indescritíveis de um umbral terrificante, onde há "choro e ranger de dentes", até que se decida, um dia, a merecer a dádiva generosa de poder, novamente, se reintegrar no mundo e submeter-se a nova série de experiências soerguedoras. Os livros espíritas nos dão esclarecimento de Espíritos que passam séculos e séculos no adormecimento ou entorpecimento. São estes, os Espíritos que estão resgatando, no tempo e no espaço, a falta oriunda da nulidade que representaram na Terra, e do mau uso que fizeram das oportunidades que o Pai lhes concedeu. O Pai não quer a morte do ímpio, mas quer que se redima e viva, consoante o que nos ensinou o profeta; entretanto o Espirito que malbarata os talentos e os dons preciosos que o Alto lhe concede, passará por longos períodos expiatórios nos planos inferiores da espiritualidade, deixando de ocupar a Terra inutilmente, e cedendo o lugar a seres mais predispostos ao trabalho e à produtividade. Certamente ele não se perderá, mas longos séculos decorrerão antes que venha a obter a graça de novas oportunidades de reintegração no ambiente físico. Deus, em Sua infinita misericórdia, concede sempre novas oportunidades a Seus filhos, quando estes fracassam nas tarefas que lhes são confiadas. A Parábola da Figueira Estéril é bastante decisiva. Nela vemos o empenho do lavrador em conseguir do Senhor da Seara que nova oportunidade fosse dada à figueira. No caso em apreço: um trato todo especial e com redobrado carinho, pois assim, talvez, ela viesse a produzir os frutos esperados. O Mestre comparou a figueira ao homem, entretanto, devemos convir que, muitos homens não conseguiram produzir boas obras, devido ao fato de terem sido conspurcados os mananciais dos ensinamentos revelados por Jesus Cristo. A mensagem viva que Ele nos legou, e que deve servir de roteiro para todas as criaturas, sofreu o impacto dos interesses mundanos e o seu esplendor foi ofuscado, temporariamente, pelos preceitos e por princípios doutrinários de natureza humana. As religiões passaram a acenar aos homens com mensagens dúbias; adornaram seus templos com pompas e riquezas; fizeram com que as tradições inócuas se constituíssem no ponto alto de suas cogitações; fomentaram lutas sangrentas e fratricidas por causas de dogmas petrificados; apresentaram um Deus com os mesmos atributos que eram conferidos ao Jeová, dos idos de Moisés; enfim, "ataram pesados fardos nos ombros dos seus prosélitos, mas nem com os dedos ousaram tocá-los", segundo o dizer judicioso de Jesus. Esse estado de coisas, agravado com o fato de se punir com a morte todo aquele que entrasse em comunicação com o mundo espiritual, fez com que os homens tivessem um falso conceito da Misericórdia Divina, passando a ver no Pai de amor e de justiça, que Jesus nos apresentou, um deus despótico, irascível, o deus de Torquemada, de Loyola, das cruzadas, da noite de S. Bartolomeu. A fé foi abalada, as convicções foram solapadas e os sentimentos de amor e de fraternidade se esfriaram. Os homens foram privados daquele manancial de água-viva que constituiu a cogitação primária de Jesus, e, como decorrência, arrefeceram-se os esforços em favor da reforma íntima e muitos se escudaram num sistema através do qual se delegam a terceiros os problemas intransferíveis da chamada salvação. O acesso ou não ao reino dos Céus passou a ser uma questão de servir ou não servir a determinada igreja. Os homens, que na parábola são comparados à figueira, deixaram de produzir as obras esperadas. Cresceram, agigantaram-se na conquista das posses terrenas e esqueceram-se do "Amai-vos uns aos outros". Passaram a adorar um deus de feição profundamente humana, deixando de lado o Deus misericordioso, piedoso e perfeito que nos foi legado por Jesus Cristo. A figueira tomou-se improdutiva. O Senhor da Seara, através da aplicação das suas leis sábias e eternas, aceitou a solicitação do Meigo Agricultor, de permitir que a figueira fosse beneficiada com novos recursos, estercando-a e revolvendo-se a terra, onde estava plantada. Através do Espiritismo foram revelados novos mananciais de ensinamentos, susceptíveis de se operar uma reforma, uma transmutação no Espírito do homem, que, assim, jamais poderá alegar falta de desvelo, de carinho, de dedicação. O Meigo Rabi da Galileia está restaurando na Terra as primícias da sua Doutrina, "derramando do Seu espírito sobre toda a carne", conforme vaticinou o profeta Joel. As "figueiras" estão sendo "adubadas" com novos recursos, o que equivale a dizer que os homens estão sendo aquinhoados com novos ensinamentos. Novas luzes estão se descortinando nos horizontes do mundo. Deste modo, ninguém poderá alegar ignorância, já que a luz agora é difusa. As mensagens não são mais bitoladas, circunscritas, censuradas. Elas surgem de modo amplo, irrestrito, ilimitado, em todos os lares, em todas as cidades, em todas as nações. As vozes do Céu penetram pelos telhados, avassalam os corações, empolgam as almas. Quando a Jerusalém dos desencantos, das maldades e da incompreensão for totalmente eclipsada, baixará dos Céus a Nova Jerusalém, de Amor, de Paz, de Luz, e, então, cumprir-se-á o vaticínio do Mestre, e a Humanidade poderá exclamar jubilosa: "Bendito Aquele que veio em nome do Senhor." (Mateus, 23-39)
3 - RODOLFO CALLIGARIS Esta parábola encerra mais uma das extraordinárias alegorias com que o Mestre retrata a situação moral da Humanidade terrena e, ao mesmo tempo, adverte-a sobre a sorte que a aguarda, caso não tome melhores rumos. Há muitos e muitos séculos o Senhor da fazenda, que é Deus, vem esperando pacientemente que esta nossa infeliz Humanidade, simbolizada pela figueira, produza bons frutos, ou seja, alcance a maturidade espiritual, implantando na Terra o reinado do Amor, da Justiça e da lídima Fraternidade. Jesus, representado na parábola pelo abnegado e diligente vinhateiro, tem-na agraciado com sucessivas revelações, cada qual mais perfeita, visando a despertar-lhe a consciência, fazê-la compreender os seus deveres para com Deus, para consigo mesma e para com o próximo; lamentavelmente, porém, ela não os tem levado a sério, continua presa às suas ilusões e fantasias, persiste em viver apenas para si, para a satisfação de seus gozos turvos, nada realizando no campo do Altruísmo. Como derradeira ajuda no sentido de salvá-la da esterilidade a que se abandonou, Jesus houve por bem enviar-lhe o Espiritismo, para mostrar ao vivo, com o testemunho das próprias almas trespassadas, a felicidade reservada aos bons, aos que procuram ser úteis, aos que obram com misericórdia, aos justos, aos humildes, aos pacíficos e pacificadores, aos limpos de coração, aos que se consagram ao bem-estar da coletividade, e, por outro lado, os sofrimentos por que passam os infrutuosos, os vingativos, os avarentos, os depravados, os orgulhosos, os opressores, os déspotas, os fazedores de guerras, os que se dão, por interesses vis, a toda a sorte de especulações, levando as massas populares à aflição e ao desespero. Se com isto os homens se regenerarem e aprenderem a viver em paz, vinculados pelo amor, dando cada um a contribuição de seu melhor esforço para uma nova civilização, em que desapareçam as conquistas, as sujeições de um povo a outro povo, os privilégios, os desníveis sociais, etc., bem está; caso contrário, todos quantos se mostrem recalcitrantes, insensíveis ou indiferentes a esse despertamento espiritual, serão transferidos para outros planos inferiores, a fim de que não continuem ocupando lugar neste planeta, do qual se terão tornado indignos, eis que, no correr do terceiro milênio, a Terra se irá transformando em um mundo regenerador, com melhores condições físicas e morais, propiciando a seus futuros habitantes uma existência incomparavelmente mais tranquila e mais feliz. Precatem-se, portanto, os homens e as instituições humanas! Os tempos são chegados, e o Senhor virá, em breve, buscar os frutos esperados. Desta vez, se não os achar, o machado entrará em ação, pondo abaixo toda galharia infrutífera. Rodolfo Calligaris
Esta é uma parábola que enfatiza a necessidade de produzir boas obras, pondo em prática o amor ao próximo – caridade que é amor em ação e que fala do poder da fé e do constante apoio do Plano Espiritual. A encarnação é para fins úteis, para o próximo e para si mesmo (reforma íntima ou aprimoramento pessoal ou individual). Se há falha, expia-se necessariamente, inclusive no plano espiritual (umbral), dando lugar pela desencarnação a outro a quem se dará a oportunidade que o que desencarnou não soube aproveitar. Pela fé, devemos pedir o que tem utilidade espiritual, pois a esterilidade é expressão do anormal que tende a ser extirpada (a dor e o sofrimento, então, atuam como aguilhões que impelem o recalcitrante). Pelas “folhas” tem-se o exterior das aparências, mas pelos “frutos” tem-se a substância, a riqueza do íntimo que se manifesta pelo fazer boas obras e pelo constante aprimoramento individual (há, então, conflito entre exterioridade e interioridade – ego externo e eu interno). Deve-se estar pronto a dar frutos a todo tempo, pois pelo livre arbítrio se pode agir tanto no favorável como no desfavorável (ambiente, circunstâncias). E é na adversidade que o homem é testado porque ser bom entre os bons, amar a quem nos ama, dar do que abunda, é sempre precário e gera acomodação e covardia. A parábola aplica-se, enfim, tanto a homens como a instituições. Bom estudo a todos.

  

                                         https://www.youtube.com/watch?v=6Hx6T-9pUok

domingo, 25 de agosto de 2019

Questões para reflexão - Ética e Moral na Umbanda

Estas provocações são uma forma de pensarmos sobre nossas condutas e tentarmos atingir mudanças significativas dentro de nossa evolução pessoal.
São questões subjetivas, ou seja, não há certo ou errado, mas seria interessante que cada um escrevesse as respostas e daqui um tempo relesse e respondesse novamente para verificar se houve modulações.

» Analisar o significado de moral e de ética segundo o pensamento filosófico e o espírita nos faz pensar o quanto estamos imbuídos no plano material ou não. Sendo assim, observem suas condutas morais de 10 anos atrás e atuais. Observem mudanças de qualquer aspecto e crie uma conduta ética para que atinja um futuro melhor.
» Relacionar os resultados da revolução ética e moral, ora em andamento na humanidade terrestre.

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Ética e Moral na Umbanda



Imagine a seguinte situação, você sente uma grande dor de dente e busca um dentista de emergência. Você encontra uma clínica próximo do local que está e entra. Na recepção você é atendido com gentileza. Logo você vê um movimento de pessoas consideráveis. Então começa a perceber que alguns saem com a mão na boca sinalizando dor, alguns saem aliviados outros indignados. Você resolve ser atendido para entender o que ocorre, até porque a dor está tão intensa que não há nada a perder.
Chega sua vez, você entra na sala simples, o dentista pergunta o que está acontecendo e sua narrativa começa. Logo você percebe falta de paciência dele, mal presta atenção no que você fala. Lhe parece que ele não está entendendo uma palavra do que está dizendo. Desconfiado você abre a boca conforme ele pede e para sua surpresa ele mexe no dente errado. 
O que você faria? Voltaria neste dentista? Resolveu sua dor?
Vamos agora pensar neste mesmo caso e mudar as personagens; o dentista é um médium. Imagine que o assistido entra no terreiro precisando curar sua dor e se depara com um médium que pode não entender o que a pessoa fala, isso porque não tem o hábito da leitura e assim tem dificuldade de interpretação de texto, ou o médium deixa seus problemas o afetarem a tal ponto que acaba sendo ríspido com o assistido, ou ainda, não sabe como ajudar pois não estuda elementos nem evangelho.Além de tudo isto o comportamento dos trabalhadores é agressivo, ou indiferente.
Para que estes inter calços não ocorram, quando falamos de espiritualidade temos como dever trabalhar com ética e moral, ou seja, o ritual, o conhecimento e todo procedimento via médium, cambono e assistido são de suma importância, mas, abordagem de conceitos de comportamento e ética são imprescindíveis nos trabalhos. A Ética e Moral são conceitos de base de estruturação que arregimenta a Umbanda. Vejamos no quadro abaixo o que cada aspecto quer dizer,



Para melhor entendimento, a moral está ligada a cultura de cada trabalhador, ao modo como foi educado, como hoje vive a vida, já a ética é a melhor conduta dentro de normas realizadas por cada órgão, ou seja, dentro do nosso terreiro devemos seguir condutas éticas deferidas pela dirigência.

Sendo assim, o G.E.F.C. prima por condutas necessárias para um bom desenvolvimento moral e condutas de seriedade que nosso trabalho merece.
Vejamos:
  1. Tratar todos com igualdade e respeito
  2. Respeitar a hierarquia dentro do culto, ou seja, o dirigente é a Mãe maior Leila, na falta dela, a mãe pequena assume, Renata
  3. Agir utilizando a espiritualidade como ferramenta de elevação espiritual
  4. Ajudar os que estão iniciando 
  5. Entender a diversidade religiosa na Umbanda com idiossincrasias peculiares a esta comunidade
  6. Atuar com a espiritualidade nunca atingindo pessoas negativamente, como amarrações e trabalhos se utilizando dos arquétipos e símbolos sagrados na religião de Umbanda.
  7. Agir em redes sociais desequilibradamente atingindo pessoas que possuem trabalhos ou pensamentos diferentes
  8. Dentro do cunho litúrgico os dirigentes (sacerdotes) bem como médiuns representam uma religião denominada de Umbanda, cujo suas bases, estão fundamentadas em um culto a natureza, caridade e privar pela vida de animais. Dirigentes e o corpo mediúnico bem como os seguidores (assistidos) são representantes de maneira direta da religião, sendo assim o comportamento reflete para a sociedade e frequentadores o significado pontual do que significa a Umbanda.
  9. Todos os trabalhadores da religião de Umbanda possuem o dever de zelar pelo espaço religioso, no trato educado uns com os outros.
  10. A liturgia de Umbanda fundamenta-se em Deus, nos Orixás, guias e mentores, forças de direita e esquerda. Segue um padrão em abertura de sessões respeitando esta hierarquia, onde o dirigente faz a abertura das sessões religiosas determinando o andamento do mesmo.
  11. Os trabalhos devem seguir o padrão de cunho elevado, primando pelo respeito com as aulas e informações passadas, roupas brancas no trabalho de direita e pretas no trabalho de esquerda
  12. Os cambonos dentro da sessão religiosa devem estar ao lado do assistido para orienta-lo junto ao guia na consulta, tendo a responsabilidade de jamais falar o que se passou na orientação espiritual.
  13. Sendo uma religião de culto a natureza não jogamos lixo nas matas, mar, rios ou cachoeiras. Os despachos devem ser colocados em locais preparados para esta finalidade para em tempo correto ser descartado.
  14. Dentro das sessões espirituais, bem como dentro das dependências onde é exercido trabalho litúrgico é proibido o uso de aparelho celular.
  15. Fotos, imagens e filmagens de trabalhos onde está sendo executado fundamento não podem estar sendo disponibilizados em redes sociais para que não haja a profanação do sagrado e exposição de trabalhadores
  16. O religioso de Umbanda tem os sacramentos que garantem o batismo e casamento. 
  17. Fica vetado o uso de qualquer bebida alucinógena dentro do rito de Umbanda.
  18. A Umbanda possui preceitos e deveres que deve ser seguido e respeitado por seus adeptos.
Essas normativas devem ser nosso guia frente condutas inadequadas, garantindo a proteção de cada trabalhador.



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Moral + Ética + Caráter
Evolução pessoal

Vejam a entrevista abaixo sobre moral e ética na doutrina espírita.

https://youtu.be/i1KC0NJ76EI

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Evangelho : As parábolas que foram estudas até agora




Conforme orientado , é importante estudarmos o que foi colocado até aqui e fazermos as reflexões propostas.
Lembrando que as parábolas são os nortes deixados por Jesus para nossa evolução. De nada adianta conhecimento sem sabedoria , sendo assim para que possamos trilhar nosso caminho na espiritualidade , não basta o trabalho e dedicação ao outro, é necessário que façamos a nós exatamente o que aconselhamos ou desejamos do outro .

Deixamos junto ao material e as considerações do Randolfo , links para que acessem via youtube , as parábolas que foram trabalhada até hoje. 



Até aqui foram propostas parábolas diversas, a saber, as (i) da pérola de grande valor e (ii) do tesouro oculto, (iii) do grão de mostarda e (iv) do fermento, (v) do fariseu e do publicano, (vi) dos primeiros lugares, (vii) do amigo importuno e (viii) da casa edificada sobre a rocha e da casa erigida sobre a areia. Ao invés de hoje trazer à consideração de todos mais uma parábola, sugiro que se releiam as já expostas, percebendo-se o quanto por elas se buscou delinear num encadeamento crescente. As parábolas são como peças de relógio. Isoladamente, tem cada uma delas seu valor intrínseco, mas apenas se pode descobrir a extensão, a profundidade, a utilidade e a sabedoria contidas em cada qual quando lidas e refletidas em conjunto continuamente. Pois bem. Vão aqui algumas considerações a par de outras que podem ser feitas por vocês mesmos.

https://www.youtube.com/watch?v=NYaGsHj0-Yw ( Parábola de grande valor)

https://www.youtube.com/watch?v=WDBWVkxLm8g ( Parábola do tesouro escondido)
https://www.youtube.com/watch?v=zbol26Hrh7o ( Parábola do grão de mostarda)
https://www.youtube.com/watch?v=o-I2IOcXos0 (Parábola do fariseu e do publicano)
https://www.youtube.com/watch?v=bRRc2HgQCDM ( Parábola dos primeiros lugares)
https://www.youtube.com/watch?v=wmW5vyQp0E4 ( Parábola do amigo inoportuno)
https://www.youtube.com/watch?v=KAMW4xk5d5I ( Parábola da casa edificada sobre uma rocha)


Vivemos encarnados. Temos dúvidas e questionamentos, mas pouco nos dispomos a ir atrás de respostas. E as parábolas da pérola de grande valor, do tesouro oculto, do grão de mostarda e do fermento como que indicam onde ou como buscar respostas e ainda mais, o que e como verdadeiramente questionar além de também indicarem para que questionar, visto que a maioria das questões que suscitamos nem são existenciais e então pouco dizem sobre nós, mas meramente sobre as circunstâncias – passageiras, precárias, efêmeras – em que vivemos. Cuida-se, então, dos efeitos, mas não das causas. Estas, incólumes como ficam por aquela postura errônea, nos fazem continuamente vivenciar as mesmas circunstâncias da vida, insatisfeitos, infelizes, ingratos e tomados de dúvidas e frustrações. Vivemos, então, imersos em ilusões e circunstâncias que se repetem, literalmente desperdiçando o tempo.
“Materializado como está, o homem prefere sempre os bens aparentes e perecíveis, porque os considera positivos; os bens reais e imperecíveis ele os julga abstratos. A Parábola do Tesouro escondido é significativa e digna de meditação: o homem terreno morre e fica sem seus bens; o homem espiritual permanece para a vida eterna e o tesouro do Céu, que ele adquiriu é de sua posse permanente” “Quem se disponha a assim proceder, sobrepondo os interesses da alma a quaisquer outros, não deve temer que lhe venha a faltar o necessário à subsistência, porquanto Jesus nos assevera, no seu Evangelho, que, ‘se buscarmos primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, todas as outras coisas nos serão dadas de acréscimo’”. “O estudo e a pesquisa dilatam-lhe os horizontes de percepção; adquire uma fé viva e inabalável, porque baseada no conhecimento; expande-se sua consciência espiritual; o esforço e a boa vontade levam-na às mais esplêndidas realizações no campo do Bem; e assim, num aperfeiçoamento diuturno, vem a constituir-se um ponto de apoio a outras criaturas, que dela se acercam, sequiosas de ajuda e refrigério para os seus males., como as aves buscam repouso na sombra amena e acolhedora do arvoredo”.
Queremos. Não conseguimos e, frustrados, revoltamo-nos sem nem nos questionarmos sobre o porquê de não termos o que desejamos. A frustração sobrevém, mas não sabemos lidar com ela. Nem mesmo buscamos saber se há mérito naquilo que queremos, se irá faltar a alguém injustamente, se é moral e espiritualmente correto o que desejamos e enfim se o que queremos mais nos beneficiará do que nos prejudicará. Exigimos e cremos ter o direito de sermos prontamente atendidos, porém nós mesmos pouco nos pomos à disposição de atender a quem nos busca e quanto menos buscar a quem sabemos que precisará ser por nós atendidos. São posturas que contraindicam o que se quis pelas parábolas do fariseu e do publicano, do amigo importuno e dos primeiros lugares apontar como posturas corretas. O orgulho, o egoísmo, a insensibilidade fazem-nos pensar como merecedores não só do melhor, mas do primeiro lugar, mas não se pensa minimamente sobre se temos conosco imperfeições e defeitos que nos colocam longe de qualquer mérito e se o que buscamos apenas irá aprofundar estas imperfeições e defeitos. E não apenas isto, porque, insatisfeitos, queremos reconhecimento de valores que não temos e que refletindo as imperfeições das pessoas que nos cercam, igualmente cegas, nos põem permanentemente uns aos outros iludidos. Prendemo-nos, então, em um círculo vicioso
O orgulho é um dragão devorador, que destrói todas as qualidades do Espírito; enquanto a humildade, ao olhar de Deus, nos eleva à dignidade dos justos! Vale mais ser publicano e miserável, do que fariseu coberto de ouro e de pedras preciosas.” “Na verdade, é muito mais fácil vermos o defeito alheio, do que corrigirmos os nossos próprios. No entanto, é importante que procuremos sempre ponderar sobre os comentários desairosos que possamos fazer, pois, de um modo geral, preocupamo-nos mais com defeitos insignificantes em nosso próximo, e não aquilatamos sobre a montanha de erros que dormita dentro de nós mesmos.”
E enfim, passado o tempo, vemo-nos a habitar casas erigidas sobre areia e não casas construídas sobre rochas. Mas a rocha a ser buscada reclama trabalho perseverante (parábola do servo trabalhador), vontade e querer, resiliência, autoconhecimento, reconhecimento e superação de erros e consciência de que não se pode viver em uma bolha de conforto, logo, em contínua fuga das adversidades e na ilusão de falsas realizações, como se a vida fosse prazer e satisfação contínuas, porque a verdadeira vida é um processo contínuo de autotransformação a enriquecer-nos interiormente, pondo-nos então a salvo de nós mesmos nas circunstancias várias por que temos de passar – e que nos fazem, ao invés de desabar pela dificuldade própria delas, trabalhar para superá-las ou, não sendo possível, ao menos com elas conviver na melhor condição pessoal - ao longo da existência. A escolha é de cada um. Podemos ser o galho que flutua ao sabor das águas ou o barco que as singra conforme objetivos por nós mesmos traçados. Bom domingo a todos.

Contribuição :Randolfo







segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Aula 2 – Magia das formas- Geometria Sagrada


Aula 2 – Magia das formas- Geometria Sagrada




Magia:  A Palavra “Magia” provém do persa “magus” ou “magi”, que significa “sábio”.
Já foi chamada muito remotamente de Grande Ciência dos Magos” o que hoje denominamos de ocultismo. Seus fundamentos são ritualísticos e cerimoniais com base nas forças e formas da natureza a ligando com o Divino.
 Assim sempre que combinamos elementos, cores, formas, estados da natureza, cheiros entre outros estamos praticando magia.
Mas um processo magístico somente será completo quando existir a “Intenção”.
A intenção é nada mais que a força de vontade de quem pede, também conhecida como FÉ, e a disponibilidade e concentração de quem está disposto a realizar este ritual (no nosso caso, o médium).
Na aula de hoje, vamos falar da matemática sagrada. Números e formas geométricas que combinadas, são capazes de ativar estágios de consciência plenos e transmutar pensamentos, transformando atitudes, possibilitando a mudança de vidas, pensamentos, status e muitas outras coisas que permeiam nosso cotidiano.

Para começarmos o estudo vamos falar de duas energias fundamentais que regem este planeta e seus respectivos habitantes ( isto falando dos reinos : mineral , animal e vegetal), são elas :
*      FOHAT:  Luz  , energia cósmica , ou Divina , sua representação é u triângulo de cabeça para baixo.


Os ocultistas  , acreditavam que é a melhor representação pois é o poder Divino que descende do céu.

*      KUNDALINI: Energia magnética, ou terrena ela emana da terra é se localiza em nosso corpo na base da coluna vertebral, e através da meditação, de passes específicos, como o magnético, ela é ativada e começa a circular pelos chacras ascendo então no sentido do céu. Sua representação é o triângulo voltado para cima.


Energia ligada à terra , está ligada aos instintos , ao sexo , a energia vital, e seu sentido e de ascendência ao céu.
As representações tanto da Fohat como da Kundalini são representadas por triângulos pois são energias manifestadas.

Figuras mais trabalhadas


PRIMEIRA FIGURA GEOMÉTRICA E SUA CORRESPONDÊNCIA NUMÉRICA:  O Triângulo







Composto por três linhas formando 3 ângulos, temos aqui simbologia geométrica e numérica 3.
3 – Trata-se de “Manifestação”. Assim toda vez que queremos que algo se realize, ou se manifeste, usamos sempre o três.
Dentro dos rituais de magia, costumamos a usar o triângulo, sempre que desejamos que algo se torne uma realização plena.

SEGUNDA FIGURA GEOMÉTRICA E SUA CORRESPONDÊNCIA NUMÉRICA:  O Quadrado
Composto por quatro linhas formando quatro ângulos, temos aqui a simbologia geométrica e numérica do 4.


4 Trata -se da “Estrutura”. Sempre que buscamos estruturar, dar embasamento, usamos a magia do 4.

TERCEIRA FIGURA GEOMÉTRICA E SUA CORRESPONDÊNCIA NUMÉRICA:  Estrela de 5 pontas


Formado por cinco pontas, ou mesmo 5 triângulos, representa os desafios que muitas vezes temos que passar e vencer para podemos evoluir e por fim segundo os mestres ocultistas, ascender para Deus. Trata-se na geometria divina como o Pentagrama.
5 O “Desafio”, nos lembra que temos obstáculos constantes em nossas vidas e precisamos da força para os transpormos e evoluir.
Atenção nos processos de magia, há duas formas de se trabalhar com a estrela de cinco pontas:
  • .       Magia Branca :


  •        Magia Negra:


A Ponta de estrela está voltada para baixo, representa as trevas e tudo que a ela está ligada. Usado para quando se quer prejudicar alguém
Curiosidade: O Pentagrama representa Lúcifer em sua queda como anjo dileto de Deus. Se contarmos temos 5 triângulos, ou seja, 5 pontas formadas 5 triângulos de três linhas.

5 x 3 = 15 - é o número que representa o Diabo


QUARTA FIGURA GEOMÉTRICA E SUA CORRESPONDÊNCIA NUMÉRICA: Estrela de 6 pontas


Formado por dois triângulos, representa a estabilidade, o Equilíbrio. É conhecido como o Selo de Salomão, a estrela de Davi que segundo conta os relatos bíblicos, guiou os três reis Magos ao encontro de Jesus Cristo em seu nascimento.
Curiosidade: Esta é a estrela de Belém, eu na verdade não foi uma estrela que guiou os Reis Magos , mas sim um fenômeno astrológico , de sobreposição dos plantas Júpiter e  Saturno em alinhamento com a Terra e a Lua que fizeram tamanho brilho no céu no momento do nascimento de Jesus Cristo.
Trata-se da junção da Fohat e da Kundalini – o que promove o equilíbrio


QUINTA FIGURA GEOMÉTRICA E SUA CORRESPONDÊNCIA NUMÉRICA:  Lua

7 - Um dos símbolos mais importantes da magia, representa a transformação, a transmutação. Número cabalista sempre é usado quando for necessário transformar algo.
A Lua representa um semicírculo, altamente místico, pode ser interpretado, como uma taça, o que nos faz lembrar que é necessário mudarmos sempre que nossa taça se enche. Que precisamos de renovação, de mudar uma energia, uma condição uma situação.
Ex: 7 ervas, 7 velas, sete linhas (na Umbanda) sete mestres ascensos.


SEXTA FIGURA GEOMÉTRICA E SUA CORRESPONDÊNCIA NUMÉRICA:  Lemniscata





8 – O infinito, são dois círculos que se fundem e se cruzam num eterno ciclo e eternização da alma, Deus em sua essência. A Justiça, prosperidade, trata-se também do equilíbrio cósmico. Os processos evolutivos são constantes.


Ainda temos os números:

1 – O começo , o início de tudo, representa os Magos  , alto poder pois é a partir do começo que tudo podemos fazer, construir uma história

2 – Representa a dualidade  : O bem é o mal 


9 - Conexão com a espiritualidade (religare), reconquista da fé, novos caminhos que se abrem para o espírito, o reencontro com nossa essência angélica. O número nove é três vezes a manifestação, sendo o número da perfeição. Muito usado em magia branca, para unir elos quebrados por magias e muito usado na magia negra para quebra de elos trinos. Tudo vai depender das cores de velas e da intensão do trabalho.

10 – O Recomeço passamos nossa experiência e com isto precisamos recomeçar. Neste recomeço colhemos aquilo que plantamos.



AULA 1 - MAGIA DO FOGO

 Exercícios práticos – Cases


1)Assistido de 28 anos, stress constante por conta do trabalho, família desequilibrada,
dificuldades nos relacionamentos, sempre se envolvendo com pessoas que a distratam, baixa
estima, desanimo e medo de expressar sentimentos. Vida não prospera em todos os sentidos.
Trabalhar com triângulo de três cores de velas, ou seja, com três energias de três orixás.




2) Assistido de 40 anos com histórico de vida repleto de altos e baixos, financeiros, emocionais e espirituais. Não progride, não consegue trabalhos fixos, possui diversos problemas de saúde principalmente em decorrência dos problemas emocionais. Está há meses desempregado e não consegue nada em sua área. Vem buscando outras coisas, mas também não tem sucesso. Possui orgulho e falta de vontade de mudar verdadeiramente, achando que a família tem obrigação de ajuda-lo.






Trabalhar com triângulo de três cores de velas, ou seja, com três energias de três orixás


3) Assistido de 55 anos, sofreu uma separação recente após muitos anos de casamento, passou então a ser descrente de tudo e de todos, não prospera, não possui força para trazer mudanças em sua vida, é apática e se permite a longos períodos depressivos. Caminhos estão abertos porem não consegue ver possibilidades ou quando está próximo a se acertar, ocorre um retrocesso.
Trabalhar com triângulo de três cores de velas, ou seja, com três energias de três orixás.

Lembrando que quando falamos de trígonos de velas , na ponta superior sempre colocaremos a energia que vibrará no trabalho, na direita a energia de realização que queremos manifestar. Na esquerda colocamos a energia apoiadora que ajudará para o resultado final.
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Olhar além